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NOSSA CIDADE / História

História do município

  A história de Munhoz de Mello nasce a partir do declínio da produção cafeeira do Estado de São Paulo, de onde vieram os principais participantes do processo de ocupação, que observaram na Região Norte do Paraná terras propícias para o cultivo de café.

 Com a intensa imigração, problemas relacionados à ocupação ilegal das terras passaram a surgir. A partir disso, o governo estadual dividiu uma extensa área em lotes, e as vendeu a preço baixo às companhias particulares.

  Posteriormente, incentivado pelo sucesso do empreendimento da Companhia de Terras do Norte do Paraná, o governo promoveu um programa de colonização semelhante, no qual vendia suas terras nas margens do Rio Bandeirantes do Norte (afluente do Rio Pirapó) em pequenos lotes. Assim surgiram as colônias de Içara (1941), Jaguapitã (1943), Centenário (1944), Pagu (1950) e Interventor (1950), nosso atual município.

  Esse povoado Interventor - inicialmente denominado como Gleba Interventor Manoel Ribas, resultado da homenagem prestada por Gustavo Ribas ao pai, dono da gleba e eminente político – começou a ser ocupado nas décadas de 1930 e 1940, com o acréscimo de famílias que visavam as terras do governo, que por sua vez, seriam loteadas àqueles que desbravassem a mata.

  Os pioneiros requeriam as terras em Londrina. Após isso, o fiscal vinha fazer a demarcação, dividindo a área de acordo com o número de moradores daquele local. As posses foram efetivadas em 1944, ano em que foi criada oficialmente a Colônia de Nacionais Interventor.

  As famílias pioneiras se instalavam temporariamente em ranchos, e após a derrubada e queimada da mata, preparavam a terra para o plantio de café, feijão, arroz e milho, além de providenciarem horta, árvores frutíferas e criações de porcos e galinhas.

  Nessa época, Interventor era pertencente à Astorga, mas como o número de pessoas só crescia, o patrimônio foi elevado à categoria de município, e teve sua emancipação política no dia 03 de novembro de 1955, pela Lei Estadual nº 2.473.

  Com isso, seu nome passou a ser Munhoz de Mello, como conhecemos hoje, em homenagem ao ex-presidente do Tribunal de Justiça do Paraná, Des. José Munhoz de Mello. O território foi desmembrado de Astorga sem passar pelo estágio de distrito, e sua instalação oficial aconteceu em dezembro de 1956, o mesmo mês em que o primeiro prefeito, Jorge Ricardo de Lima, assumiu a gestão.

  Na separação, Santa Zélia ficou relacionada à nossa cidade. Entretanto, após um plesbicito efetivado em 1957, seu povo optou pelo retorno ao convívio de Astorga. Então, em 1963, foi criado o distrito de Fernão Dias, que é pertencente a Munhoz até hoje, e fica a 7 km da sede.

  O município atingiu a marca de 14 mil habitantes na década de 1960, em consequência do impulso cafeeiro, que era a principal fonte de renda das famílias residentes aqui. Anos depois, já na década de 1970, a população caiu para 10.700 habitantes, com a chegada dos novos produtos a serem cultivados, como algodão, milho, cana-de-açúcar, entre outros.  Mas com a mudança da agricultura local, se deu a evasão da comunidade, diminuindo o número de habitantes para 3.525 nos anos de 1990. Atualmente, estima-se que tenha pouco mais que quatro mil habitantes, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

  Aos poucos Munhoz de Mello foi fazendo história. Um município pequeno geograficamente, mas que tem como missão se desenvolver visando à qualidade de vida dos munhozenses, sua maior herança cultural, acolhendo suas subjetividades com cautela e afeição, mantendo a força de vontade no trabalho e a esperança de dias melhores, bem como fizeram nossos precursores.

 

Fontes: Eduvirgem Benkendorf Silva (Edite Silva)
        Letícia Borges dos Reis